Histórico

Fitoterapia na História

 

Referências mais específicas aos remédios usados podem ser encontradas na história Egípcia e  Chinesa. Um papiro egípcio de 1.600 A.C. descreve muitas plantas, animais e remédios inorgânicos. Muitos destes foram provavelmente descobertos empiricamente e alguns como os Coentros, o Funcho, o Sene e o Absinto são usados ainda hoje. Existe uma clara evidência de Ópio produzido a partir da papoula cultivada no Vale Mesopotâmio,  provavelmente a primeira experiência do Homem  na área da preparação de medicamentos.

Na China, as referências às plantas que têm sido encontradas são anteriores à  Dinastia Ming (1.500 A.C.). Registos das plantas e do seu uso têm sido encontrados nos “oráculos dos ossos”, os meios de gravação de informação naquele tempo.

É interessante especular  como estas civilizações antigas faziam para descobrir o uso a dar às plantas medicinais. Não existem evidencias de que existia algum sistema de medicina presente que pudesse explicar o funcionamento do corpo e da manutenção da saúde. De fato a doença era considerada   um castigo imposto por Espíritos e Deuses em vingança pelos erros cometidos.

Uma teoria é a de que o homem seguia somente o seu instinto natural. Com uma grande aproximação à natureza, os nossos antepassados provavelmente tinham um grande conhecimento sobre como usar o ambiente para se manterem vivos. Este instinto pode ser visto nos animais que não vivem em cativeiro, que podem consumir alimentos em quantidade e combinação corretas para a manutenção da saúde; sabendo quais as plantas a evitar por serem venenosas e também escolher as plantas certas para comer quando estão doentes. Tal comportamento provavelmente também se passou com os nossos antepassados, que adquiriram gradualmente mais conhecimento, capaz de utilizar as diferentes plantas e ervas para se manterem bem.

Por mais de  5.000 anos a arte da cura tem sido uma doutrina crescente e em  mudança. Se  olharmos para a história da medicina em várias civilizações podemos perceber muitos paralelos. podemos explicar o que pode estar errado no corpo e como este pode ser tratado.

 

O FUTURO

 

Hoje em dia, as companhias farmacêuticas modernas não dependem das plantas para fornecer a matéria prima para novas drogas. Através da computação, muitas estruturas moleculares  puderam ser construídas por meios artificiais. Entretanto, as plantas continuam a fornecer indícios muito convincentes e clinicamente testados  para a indústria farmacêutica    trabalhar, havendo o reconhecimento por parte dos farmacêuticos do valor das plantas, no seu trabalho. É com grande ironia que muitas companhias mandam seus cientistas por todo o mundo, procurar nas plantas e nas medicinas tradicionais indícios de como as plantas podem ajudar na doença e tentar isolar estes componentes ativos. Há ainda muito que desconhecemos sobre as plantas. Muitas tem ainda de ser identificadas antes que possa ser apurada que a sua utilidade para a Fitoterapia. A destruição dos habitats naturais e as fontes naturais de tal material, como as Florestas Tropicais, são uma profunda preocupação para muitos no campo da Fitoterapia. No meio de tudo isto  está o reconhecimento de que as preparações farmacêuticas, embora bem pesquisadas, podem ter efeitos secundários, que frequentemente são desagradáveis e indesejados. Contrariamente, muitas das preparações herbais que são usadas na Fitoterapia moderna são relativamente seguras e isentas destes efeitos. Muitas pessoas reconhecem agora que a medicina moderna, com drogas caras e técnicas cirúrgicas complicadas, nem sempre tem a resposta para muitas das doenças da vida moderna. Existem muitas circunstâncias em que, as medicinas herbal e homeopática, uma mudança da dieta e no estilo de vida bem como informação nutricional, podem frequentemente render melhores resultados.

A medicina anda as voltas num círculo e o lugar da Fitoterapia é seguro. Diferente dos Gregos e Romanos que não tinham um claro entendimento de como o corpo humano trabalhava, como a  circulação, sistema imunológico, funções excretoras do fígado e rim, a Fitoterapia moderna tem as vantagens das descobertas feitas durante o Século XX.

 

 

 

 

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