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A rinite alérgica é uma
inflamação da membrana nasal e se caracteriza por: coriza, espirros,
obstrução nasal (de pelo menos 1 hora por dia) e coceira no nariz.
Às vezes fica muito difícil diferenciar uma rinite alérgica de uma
não-alérgica, mas a principal diferença é a falta de resposta desta última
a uma bateria de testes alérgicos cutâneos.
Existem vários tipos de rinite. Alguns exemplos:
- Rinites alérgicas
- Rinite
alérgica ocasional ou sazonal
- Rinite
alérgica perene
- Rinites
não-alérgicas
- Rinite
infecciosa (virótica ou bacteriana)
- Rinite
medicamentosa (devido a gotas nasais ou por outros remédios)
- Rinite
vasomotora
- Rinite
com fundo hormonal: gravidez, hipotireoidismo
- Rinite
por defeitos estruturais: desvio de septo, corpo estranho, tumor
A rinite vasomotora é
muito comum se mostra como uma congestão nasal constante, secreção nasal e
retro-nasal (aquela secreção que desce até a garganta). Nào há coceira nos
olhos. Ela piora pela manhã e é agravada pela fumaça de cigarro, cheiros
fortes, perfumes e mudanças rápidas de temperatura. É comum vir junto à
rinite alérgica.
A rinite infecciosa vem
geralmente com secreção purulenta e às vezes com febre e cansaço.
A rinite medicamentosa
pode resultar do uso continuado de "gotas nasais" ou de remédios
tomados por via oral. As gotas nasais podem inclusive levar a epistaxe
(sangramento pelo nariz), congestão de rebote (é aquela que piora quando
não se pingam as gotas, o que leva ao "vício") e, raramente, a
uma perfuração do septo nasal!
A rinite gravídica
ocorre em até um terço das grávidas.
Dentre os remédios que
podem às vezes causar rinite temos alguns anti-hipertensivos
(beta-bloqueadores, inibidores da enzima conversora de angiotensina,
prazosin, e outros), certas drogas psicotrópicas, e pílulas
anticoncepcionais.
Classificação
das rinites
Alérgica
- Sazonal (Periódica)
- Perene
- Ocupacional
Infecciosa
- Aguda: viral, bacteriana
- Crônica:
- Specífica: bacteriana, fúngica
- Não-específica: Associada a imunodeficiência
(deficiência de anticorpos; anormalidades ciliares, alterando o
batimento ciliar das células da mucosa nasal)
Perene não-alérgica
- Idiopática (rinite vasomotora)
- Rinite não-alérgica com eosinofilia (NARES)
Outros tipos
Hormonal:
- Gravidez, hipotireoidismo, etc
Induzida por medicamento:
- Associada à aspirina e anti-hipertensivos
(rinite medicamentosa)
Alimentar:
- Gustatória
- Mediada por IgE
- Induzida por preservante
Rinite atrófica ( Klebsiella ozaenae)
Mecânica:
- Cornetos nasais hipertrofiados
- Desvio de septo nasal
- Corpo estranho
- Pólipos nasais
Corticóides para os
Pacientes Asmáticos e Alérgicos
Cerca de 50 milhões de pessoas sofrem de asma e alergias. Felizmente, hoje
há várias medicações eficazes disponíveis para esses casos. Os corticóides,
também chamados de esteróides ou genericamente conhecidos como
"cortisona", são das medicações mais prescritas. Os esteróides
aqui referidos são drogas antinflamatórias, e não devem ser confundidos com
os esteróides anabólicos usados por alguns atletas.
Quais as Funções
dos Esteróides?
Os esteróides diminuem a inflamação das vias respiratórias, produzindo os
seguintes efeitos desejados nos pacientes asmáticos:
- diminuem o edema
(inchação) dos brônquios;
- reduzem a produção
de muco pelas células que revestem os brônquios;
- diminuem a
hiper-reatividade das vias respiratórias;
- auxiliam a
resposta da musculatura lisa das vias respiratórias a outras
medicações;
- previnem a
contração dos brônquios;
- estabilizam a
função pulmonar.
Esteróides
Anabolizantes vs. Corticosteróides
Quando as pessoas ouvem falar de esteróides, muitos pensam nos esteróides
anabolizantes que são utilizados por alguns atletas para moldar o corpo.
Estes esteróides anabolizantes ajudam a aumentar a performance atlética e a
musculatura corporal, mas têm sérios efeitos colaterais. Os
corticosteróides são hormônios antinflamatórios. Eles não possuem relação
com os anabolizantes ou os hormônios sexuais como os androgênios. Quando
aplicados por breve período, os corticóides são um tratamento seguro e eficaz
para a asma e as alergias, sem efeitos colaterais importantes.
Como São
Administrados os Esteróides?
Os corticosteróides podem ser administrados de várias formas. As
preparações tópicas (numa superfície específica como a pele ou o
revestimento dos brônquios) podem ser aplicadas como cremes ou
"spays". Podem ser usados via oral sob forma líquida ou de
comprimidos, ou ainda ser administrados através de injeções. Os
corticosteróides têm sido usados como um tratamento eficaz da asma e das
alergias desde 1948.
Efeitos de Longo
Prazo
O uso dos esteróides por longos períodos, particularmente os orais, não é
recomendado. Os especialistas somente prescrevem os esteróides por via oral
por longos períodos quando outros tratamentos falharam em restauram a
função respiratória normal e os riscos de uma asma fora de controle são
maiores que os efeitos colaterais dos esteróides.
Vários estudos mostraram que o uso de esteróides orais por muito tempo
pode causar sérios efeitos colaterais como úlceras, ganho de peso, cataratas,
retardo do crescimento nas crianças, aumento da pressão arterial, aumento
da glicose no sangue, diminuição da densidade óssea e da espessura da pele.
Os pacientes que tenham dúvidas e preocupações quanto ao uso de esteróides
por longo prazo devem discuti-las com seu alergista.
Prednisona
A prednisona, que está disponível para uso oral, é uma das drogas
esteróides mais prescritas para os asmáticos e alérgicos. Os possíveis
efeitos colaterais da prednisona por curtos períodos incluem uma ligeiro
ganho de peso, aumento do apetite, cólicas e irregularidades menstruais,
azia e má digestão.
Inalação de
Corticóides
Os aerossóis de corticóide estão recomendados para os pacientes com
sintomas de asma que sejam diários, moderados ou intensos. Apesar de que 5%
da população experimentam pequenos efeitos colaterais como rouquidão e
secura na garganta pelo uso desses aerossóis, tesses efeitos podem ser
minimizados pela lavagam da boca e pelo uso de um espaçador, que reduzirão
a quantidade de resíduo de medicação na boca e na garganta.
Apesar de que esses "sprays" têm poucos efeitos colaterais
sérios, alguns pacientes têm experimentado efeitos desagradáveis pela
retirada do corticóide oral, como perda de energia, pouco apetite, dores
musculares fortes ou dores nas articulações. Recomenda-se que as medicações
orais sejam reduzidas lentamente por semanas ou meses para se evitar tais
efeitos de sua retirada.
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Quais são os efeitos colaterais
dos corticóides?
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Os efeitos
colaterais dos corticóides vão depender da dose, da
via utilizada para administrar a medicação e do tempo de uso.
Assim, quando se usa doses elevadas por período de tempo prolongado e
se administra o remédio por via oral ou injetável, há maior chance
de ocorrerem efeitos indesejados.Quando se usa a via inalada a ocorrência de efeitos
colaterais é extremamente pequena.
Os principais efeitos colaterais dos corticóides orais ou injetáveis,
principalmente quando utilizados por tempo prolongado (maior que 30
dias), são:
Pressão alta, elevação da glicose no sangue, ganho de peso, crescimento
de pêlos no rosto, úlcera de estômago, osteoporose, pele fina e friável,
alteração da menstruação, catarata, glaucoma e aumento da chance de
infecções.
Quando usados por poucos dias (menos de 14 dias), os corticóides não trazem efeitos
colaterais importantes. Os corticóides de depósito tipo Diprospan
ou Depo-Medrol, por serem de liberação lenta, trazem efeitos colaterais
significativos ainda que administrados a cada 15 ou 30 dias. Devem ser
evitados.
Os efeitos dos corticóides inalados são poucos e
raramente provocam a interrupção do tratamento. Os principais são a candidíase oral ("sapinho") e
a rouquidão.
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